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PROFISSIONAIS DE SAÚDE DE DIAGNÓSTICO E TERAPÊUTICA REJEITAM PACOTE LABORAL E PARALISAM SERVIÇOS ESSENCIAIS

PROFISSIONAIS DE SAÚDE DE DIAGNÓSTICO E TERAPÊUTICA REJEITAM PACOTE LABORAL E PARALISAM SERVIÇOS ESSENCIAIS

A elevada adesão dos profissionais de saúde das áreas de diagnóstico e terapêutica à Greve Geral está a ter um impacto significativo no funcionamento de vários serviços de saúde em todo o país. Esta paralisação, que envolve profissionais dos setores público, privado e social, evidencia um descontentamento transversal face às medidas laborais propostas pelo Governo.

“Em muitas instituições, a interrupção de atividades essenciais como análises clínicas, exames de imagem ou estudos funcionais traduziu-se numa redução imediata da capacidade de resposta aos utentes, reforçando o papel fundamental destes profissionais na prestação de cuidados de saúde essenciais”, destaca o Presidente do STSS, Luís Dupont.

Sublinha ainda que “a adesão é muito elevada, transversal a todo o país e aos vários setores, o que demonstra que esta proposta laboral é sentida como uma ameaça real à estabilidade, à dignidade profissional e ao futuro das nossas carreiras. Importa salientar que a forte participação no setor privado evidencia que o descontentamento não se limita ao sistema público. Os profissionais que asseguram serviços essenciais em hospitais privados enfrentam igualmente precariedade, instabilidade e desvalorização e sentiram esta proposta laboral como uma ameaça direta às suas condições de trabalho. O dia de hoje deixa claro que estes profissionais, independentemente do setor, não aceitam recuos nos seus direitos nem a continuação de condições que desvalorizam funções altamente diferenciadas, qualificadas e essenciais à saúde dos portugueses.”

Os dados recolhidos durante a manhã mostram níveis de participação muito elevados em inúmeras instituições, com casos de paralisação total em áreas como Análises, Radiologia, Cardiopneumologia, Audiologia, Ortóptica, Anatomia Patológica, Farmácia, Fisioterapia e Neurofisiologia. Vários serviços em unidades como as ULS de São João, Viseu Dão Lafões, ULS Baixo Mondego, ULS Litoral Alentejano (IMI Affidea), o Hospital Garcia de Orta, o Hospital Egas Moniz, o Hospital de Chaves e o SESARAM, entre outras, reportaram adesão de 100%, cumprindo apenas os serviços mínimos.

A par do setor público, também a forte participação no setor privado evidencia total descontentamento e tornaram histórica a adesão dos TSDT a esta greve. Os profissionais que asseguram serviços essenciais em hospitais privados enfrentam igualmente precariedade, instabilidade e desvalorização e sentiram esta proposta laboral como uma ameaça direta e agrava as atuais condições de trabalho.  

Várias Unidades de Saúde do setor privado, tais como o Hospital Lusíadas Lisboa e o Hospital Cuf Cascais viram o serviço de Radiologia a assegurar apenas os Serviços Mínimos tendo adesão de 100% dos profissionais. Por sua vez, o Hospital Lusíadas Lisboa teve a atividade da Farmácia e da Cardiopneumologia reduzida aos serviços mínimos, com adesão de 100% dos profissionais, e o Hospital Lusíadas Oriente e a Clínica Cuf São Domingos de Rana nem abriram a sua atividade. Por seu turno, o Hospital da Luz Setúbal viu 75% dos profissionais em Greve. Igualmente grupos como: Synlab, Germano Sousa e Joaquim Chaves apresentaram níveis de Greve nunca atingidos.

O Setor Social também foi exemplo da contestação em várias Unidades como a Associação de Beneficência Popular de Gouveia, na qual, 80% dos Fisioterapeutas fizeram greve.

O STSS deixa claro que os setores privado e social estão no âmbito da sua atividade e defesa das condições de trabalho de todos os TSDT’s.

A elevada participação confirma que estes profissionais consideram que as medidas em causa representam um retrocesso significativo nas condições de trabalho e no desenvolvimento e valorização das carreiras independentemente do setor: público, privado e social.

STSS

Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica

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